De Fátima em Missão na América Latina: Brasil

DONOS DO CÉU

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sábado, 12 de abril de 2008

Primeiros Passos

Frenética "cidade" de Huaycan
Depois de 15 anos de Sacerdócio, achei por bem aceitar um desafio que o meu coração sentia desde há muito tempo. Assim, em dialogo permanente com a voz que da minha alma, tenho a graça de poder partilhar um pedaço da estrada da minha vida com os mais pobres do Terceiro Mundo.
A minha última missão foi de assistir como Pároco as Paróquias de Ourique, durante nove anos. Terminei a 8 de Setembro 2007.

Em Janeiro deste ano dei entrada nesta nova
Missão do Perú.

Estou a dar os primeiros passos nestas páginas, que desejam ser apenas o rosto da alegria do meu viver entre o povo simples e mais pobre.

ESCREVIA AOS MEUS AMIGOS ASSIM:

Ñaña, Lima, Perú 17 de Janeiro de 2008 Caríssimos. Agora nesta nova missão, nesta América bem Latina, nas bermas do Pacifico um país imenso; tão imenso em tudo menos no bem estar! Perú. Terra onde o nada e o tudo se confundem para ser a mesma coisa! A simplicidade das pessoas identifica-se perfeitamente com a pobreza por vezes extrema, (e é dizer pouco) em que vivem. As 'casotas' sem tecto destes arredores de Lima onde NUNCA chove, tem a mesma cor da terra com que são feitas. A poeira e o nevoeiro que se misturam num mesmo ar irrespirável para qualquer europeu, que nas zonas de mercados abertos se torna o 'aroma' típico de um povo que convive e sobrevive tão naturalmente com as suas raízes. Ainda uns dias por aqui nestas comunidades sub-urbanas, até partir para a zona dos Andes, e entrar na densa Selva de Tingo Maria nos arredores e/ou província de Huanuco. No Domingo, Baptismo do Senhor, tive a graça de poder concelebrar com o Padre Luciano Andreol numa capela de bairro, e aqui tudo estava preparado para receber 'los padrezitos missioneros'. Foi lindo e muito alegre com seus cânticos típicos, e onde não faltaram uns cotos de velas muito pequenitos (que quase queimavam os dedos) para que chegassem para todos. De luz nas mãos e lume nos corações, renovamos as nossas promessas baptismais; que no fundo, e de maneira singela metia em acto a espiritualidade de Montfort. Diante dos meus olhos, no mesmo dia, está uma imagem singular: uma criança com cerca de 4 anos que dormia tranquilamente na berma da estrada, num 'jardim' sem relva, ao lado de sua mãe (talvez avó), as duas imperturbaveis ao som do transito infernal, do fumo e pó que as circundava! Apenas passado o Natal, aqui ainda é natal... porque Ele está todos os dias a nascer! Quem O vê!? Quem O viu? Parece simplesmente ter-se ido embora este Deus Menino, que o coração de quem sente, vê em cada ser que se cruza no seu caminho. Que a Virgem Maria continue a ser a nossa Boa Mãe!Abraço fraterno.
Padre Luís Pereira (smm)


Esta foi uma das primeiras tarefas que Deus me reservou:

Celebrar a Santa Missa numa espécie de capela. Antes porém, teria que, juntamente com o povo, ir buscar a uma garagem este andor com a Imagem de nossa Senhora.

Meia duzia de boas vontades..!
Chegada à "Capilla Virgen de la Inmaculada Concepcion"

Benção do pão para a partilha fraterna!

No início eramos meia duzia, mas por fim....meia centena!

Para a posteridade, à espera de um tecto novo. Quem sabe quando chegará!?